Como é que o milho se transforma em pipocas?
Um pequeno grão dourado e uma pipoca fofa parecem muito diferentes. Mas um pode transformar-se na outra. Como é que o milho se transforma em pipocas? A viagem começa muito antes do primeiro estalido, com uma semente na terra.
Um agricultor planta uma semente de uma variedade especial de milho: o milho para pipocas. Cada semente é um pequeno grão de milho. Estes grãos têm uma casca exterior resistente que os ajuda a rebentar mais tarde. O milho doce que comemos na maçaroca é de outra variedade.
Na terra quente e húmida, a semente começa a crescer. Uma raiz desce à procura de água e um pequeno rebento verde sobe em direção à luz. Esse rebento é uma nova plantinha. O agricultor rega a terra para que o rebento possa continuar a crescer.
Durante o verão, o rebento transforma-se numa planta de milho alta. As raízes absorvem água e as folhas verdes usam a luz do sol para ajudar a planta a produzir o seu alimento. Com esse alimento, a planta cresce e começa a formar maçarocas.
Cada maçaroca cresce de lado no caule alto, envolvida em folhas verdes. Lá dentro, os grãos crescem em filas sobre uma parte central firme que os segura. O agricultor deixa as maçarocas nas plantas enquanto os grãos acabam de crescer.
Agora imagina a maçaroca por baixo das folhas que a envolvem. Achas que já lá estão escondidas pipocas fofas? Não, a maçaroca ainda tem grãos firmes. Cultivar o milho dá-nos os grãos, mas para os transformar em pipocas é preciso mais um passo.
O agricultor deixa as maçarocas secar enquanto as plantas de milho ficam castanhas. Depois colhe as maçarocas e deixa-as secar mais um pouco, se for preciso. Os grãos ficam duros e secos por fora, mas dentro de cada um permanece um pouco de água.
O agricultor separa os grãos secos da maçaroca. Agora estão prontos para um cozinheiro os transformar em pipocas. O cozinheiro coloca-os num tacho com um pouco de óleo e põe a tampa. Ele toma conta do tacho quente enquanto tu observas de um lugar seguro.
Quando o cozinheiro aquece o tacho, a água dentro de cada grão também aquece. Transforma-se em vapor: água em forma de gás que ocupa mais espaço. Esse vapor empurra a casca exterior resistente. Durante um bocadinho, a casca mantém o vapor lá dentro.
Depois, pop! A casca abre-se e o interior mole e quente incha para fora enquanto o vapor sai. Esse interior fofo arrefece depressa e ganha a forma de uma pipoca. Quando os estalidos ficam menos frequentes, o cozinheiro desliga o lume e deixa as pipocas arrefecer.
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Agora conheces a longa viagem ao sol que se esconde por trás de cada pequeno estalido.

Fenn














