O que é que um crac nos pode dizer sobre a nossa comida?
Imagina que trincas uma cenoura fresquinha e fria. Crac! Sentes a cenoura a partir-se entre os dentes. E também a ouves.
Esse crac é um barulhinho alegre. Mas também te está a dizer uma coisa. O que é que um crac nos pode dizer sobre a nossa comida?
Dentro da cenoura há bolsinhas minúsculas, tão pequenas que não se veem. Cada bolsinha está cheia de água. A água empurra as paredes da bolsinha e deixa-as bem esticadas, como um balão cheio de ar.
Quando os teus dentes trincam, essas bolsinhas esticadas rebentam. Muitas estalam ao mesmo tempo, e todos esses estalos fazem o crac que ouves. Uma cenoura assim é estaladiça, o que quer dizer que é firme e faz um crac bem alto quando se parte.
Uma cenoura acabada de apanhar da horta tem as bolsinhas cheias de água. É por isso que uma cenoura fresca é tão estaladiça. Assim, um crac bem alto diz-te que a cenoura está fresca.
Agora imagina uma cenoura esquecida na bancada da cozinha durante muitos dias. Pouco a pouco, a água lá de dentro vai saindo para o ar. O que achas que acontece ao seu crac?
As bolsinhas perdem a água e ficam moles, como um balão a esvaziar. A cenoura dobra-se em vez de se partir. Está murcha, o que quer dizer que está mole e se dobra facilmente. Quando a trincas, quase não ouves crac nenhum.
O aipo e o pepino são iguaizinhos. Quando estão estaladiços, estão frescos e cheios de água. Quando estão murchos, estão velhos e secaram.
Estaladiça e murcha. A água enche a cenoura fresca e deixa-a esticada, por isso um crac bem alto diz-te que ela está fresca.
Dorme bem, e da próxima vez que ouvires um crac, vais saber o que a tua comida te está a dizer.









