A child throwing a white paper plane across a living room.A child throwing a white paper plane across a living room.
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Experiências em que podemos confiar · Episódio 1 de 2

Porque é que o meu avião de papel aterra num sítio diferente de cada vez?

Descobre porque é que o teu avião de papel aterra num sítio diferente de cada vez, e como o teu lançamento e o ar que se mexe na sala guiam o voo dele.

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Texto do episódio

Porque é que o meu avião de papel aterra num sítio diferente de cada vez?

Sente o avião de papel, lisinho entre os teus dedos, e zás! Atira-lo pela sala fora e ele aterra ao pé do sofá. Atiras outra vez e, desta vez, aterra perto da porta.

Tentaste atirá-lo exatamente da mesma maneira. Então, porque é que o teu avião de papel aterra num sítio diferente de cada vez? Vamos descobrir juntos.

Quando o largas, é o teu lançamento que dá velocidade ao avião. O ar empurra-o por baixo das asas largas, por isso ele plana em vez de cair a direito. Pouco a pouco, o avião vai mais devagar e depois desce suavemente até ao chão.

É a tua mão que dá esse empurrão, e nenhuma mão atira duas vezes exatamente da mesma maneira. Num lançamento, o avião sai mais depressa e plana mais longe. Noutro, sai mais devagar e aterra mais perto de ti.

A tua mão também inclina o bico do avião. O ângulo, que indica quanto o bico está inclinado para cima ou para baixo, também muda em cada lançamento. Com o bico bem para cima, o avião sobe, abranda e cai. Com o bico para baixo, mergulha depressa até ao chão.

Agora pensa em como o teu avião é leve. Uma folha de papel quase não pesa nada, por isso o empurrãozinho mais pequeno consegue tirá-lo do caminho. Mesmo quando ninguém lhe toca, há uma coisa na sala que o pode empurrar. O que achas que será?

É o próprio ar! O ar de uma sala está sempre a mexer-se, por causa de uma janela aberta, de uma porta que se abre e fecha ou de um aquecedor quentinho. Uma corrente de ar, que é ar a passar de um sítio para outro, pode ser tão fraquinha que nem a sentes, mas empurra um avião de papel leve para a esquerda ou para a direita, para cima ou para baixo.

As correntes de ar rodopiam e mudam de um momento para o outro. O ar que o teu avião encontra num voo não é o mesmo ar que encontra no voo seguinte. Por isso, cada voo leva um empurrão à sua maneira.

As pequenas diferenças vão crescendo pelo caminho. Um ângulo um bocadinho diferente na tua mão e uma corrente de ar a empurrar a meio do voo afastam o avião cada vez mais do caminho de antes. Quando aterra, já chegou a um sítio novinho em folha.

Ângulo e corrente de ar. O teu avião de papel aterra num sítio diferente de cada vez porque a tua mão o atira com uma velocidade e um ângulo um bocadinho diferentes, e as correntes de ar empurram o papel leve por um caminho novo.

Bons sonhos, pequeno piloto, e que o teu próximo avião de papel plane até um sítio maravilhoso.

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