A fluffy dog trotting happily across a sunny park.A fluffy dog trotting happily across a sunny park.
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Como os computadores aprendem com exemplos · Episódio 2 de 3

Que fotografias ajudam um computador a aprender o que é um cão?

Descobre que fotografias as pessoas dão a um computador para ele aprender a reconhecer um cão, e como uma simples etiqueta em cada imagem o ajuda a encontrar aquilo que todos os cães têm em comum.

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Texto do episódio

Que fotografias ajudam um computador a aprender o que é um cão?

Imagina um cão a trotar na tua direção no parque. Quase consegues sentir o pelo macio dele e ouvi-lo a arfar, todo contente. Grande ou pequenino, peludo ou de pelo liso, sabes logo que é um cão, num piscar de olhos.

Um computador nunca fez festas a um cão nem o ouviu ladrar. Só consegue olhar para fotografias. Então, que fotografias ajudam um computador a aprender o que é um cão?

Primeiro, as pessoas que estão a ensinar o computador juntam um montão enorme de fotografias de cães, muitos milhares delas. Uma fotografia só não chega, porque um único cão mostra apenas um aspeto que um cão pode ter.

Depois, essas pessoas garantem que as fotografias mostram muitos cães diferentes. Há cães pequeninos e cães gigantes, cães às manchas e cães de pelo encaracolado, cães a dormir no sofá e cães a chapinhar num lago. Se só houvesse cães castanhos na relva, o computador ia pensar que todos os cães são castanhos e estão sempre na relva.

A seguir, uma pessoa põe uma etiqueta em cada fotografia, ou seja, uma palavra que diz o que aparece na imagem. Em todas as fotografias de cães, a etiqueta diz cão. Sozinho, o computador não consegue perceber o que uma fotografia mostra, por isso é a etiqueta que lhe diz.

As pessoas também juntam fotografias de coisas que não são cães, como gatos, raposas e ursinhos de peluche fofinhos. Cada uma recebe a sua própria etiqueta, como gato ou raposa, e assim o computador aprende o que um cão não é. E agora, o que achas que o computador procura em todas aquelas fotografias de cães?

O computador compara as fotografias e anda à procura de padrões, ou seja, coisas que aparecem vezes sem conta. Nas fotografias de cães, encontra sempre o focinho, as orelhas e a cauda a abanar de um cão, com formas diferentes das de um gato ou de uma raposa. Essas formas voltam a aparecer fotografia após fotografia, seja o cão enorme ou pequenino.

Depois, o computador tenta adivinhar o que cada fotografia mostra e confere o palpite com a etiqueta. Quando se engana, muda um bocadinho os seus padrões e volta a tentar. Ao fim de muitas tentativas, já consegue reconhecer um cão até numa fotografia que nunca viu.

Etiqueta, padrão. As pessoas ensinam a um computador o que é um cão com muitas fotografias de todo o tipo de cães e de coisas que não são cães, cada uma com a sua etiqueta, para que o computador encontre os padrões dos cães.

Da próxima vez que um cão abanar a cauda para ti, vais saber como é que um computador aprende a reconhecê-lo, e isso é uma coisa bonita para levares contigo para os teus sonhos.

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Como os computadores aprendem com exemplos
Parte de «Como os computadores aprendem com exemplos»

Como os computadores aprendem com exemplos

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