A phone taking a photo of a fluffy grey cat and showing the word cat on its screen.A phone taking a photo of a fluffy grey cat and showing the word cat on its screen.
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Como os computadores aprendem com exemplos · Episódio 0 de 3

Porque é que um computador confunde um gato com uma raposa?

Descobre como um computador aprende a reconhecer animais com imagens de treino. Vais perceber como os padrões de um gato e de uma raposa o podem levar a chamar gato a uma raposa.

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Texto do episódio

Porque é que um computador confunde um gato com uma raposa?

Já viste um telemóvel olhar para a fotografia de um animal e dizer-te o nome dele? Imagina um gato fofinho nessa fotografia, com pelo quentinho que quase apetece acariciar. O telemóvel olha, pensa um bocadinho e diz gato.

Agora imagina que, em vez do gato, a fotografia mostra uma raposa. O pequenino computador dentro do telemóvel olha para a raposa e também diz gato! Porque é que um computador confunde um gato com uma raposa?

Um computador não tem olhos como os teus e nunca fez festas a um gato. Para ele, uma imagem é feita de milhares de pontinhos de cor. Precisa de ajuda para aprender quais desses pontinhos formam um gato e quais formam uma raposa.

Por isso, as pessoas que o constroem dão-lhe treino. O treino consiste em mostrar ao computador muitas imagens, cada uma com o nome certo. Mostram-lhe milhares de gatos com a palavra gato e milhares de raposas com a palavra raposa. É com o treino que o computador aprende através de exemplos.

Durante o treino, o computador procura um padrão, ou seja, um aspeto que se repete em muitas imagens. Nas imagens dos gatos, encontra orelhas pontiagudas, bigodes, pelo macio e uma cauda comprida. O computador guarda cada padrão como uma pista para usar mais tarde.

Depois, o computador recebe uma imagem completamente nova. Procura nessa imagem todos os padrões que aprendeu e escolhe o nome cujos padrões mais se parecem com ela. É assim que dá nome a um animal numa fotografia que nunca viu antes.

Agora vem a parte difícil. As raposas também têm orelhas pontiagudas, bigodes, pelo macio e uma cauda comprida! Os gatos e as raposas têm em comum a maior parte dos padrões que o computador conhece. Que padrão achas que ainda poderia mostrar ao computador que está a olhar para uma raposa?

Um focinho comprido e pontiagudo! Quando uma raposa dorme enroscada e esconde o focinho debaixo da cauda, essa pista fica escondida. Assim, só mostra padrões que os gatos também têm, e o computador escolhe o nome gato. Ele não sabe o que uma raposa é de verdade; só compara padrões.

O computador também só aprende com as suas próprias imagens de treino. Imagina que as pessoas que as escolheram mostraram raposas a correr por bosques com neve, mas nenhuma raposa a dormir enroscada. Nesse caso, o computador não tem nenhum padrão para uma raposa a dormir e não consegue reconhecer a raposa nessa imagem.

Treino, padrão. Um computador confunde um gato com uma raposa porque o treino que as pessoas lhe dão só lhe ensina padrões, e os gatos e as raposas têm a maior parte desses padrões em comum.

Boa noite, cabeça esperta, e da próxima vez que encontrares um gato ou uma raposa, aprecia todas as pequenas diferenças que os teus olhos conseguem descobrir.

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Como os computadores aprendem com exemplos
Parte de «Como os computadores aprendem com exemplos»

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