Riska e o Caminho de Volta
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Riska e o Caminho de Volta
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Chapters
  • 1Salta um galho, salta dois2:34
  • 2O caminho de volta, bem baixinho2:36

About this story

Uma primeira viagem curtinha, sem nenhum susto. Riska salta um galho e diz olá para a folhinha; salta dois galhos e diz olá para o ventinho; salta três galhos e diz olá para a estrelinha. Quando a avelã está bem guardada no esconderijo secreto, a esquilinha refaz o mesmo caminho ao contrário, cumprimentando todo mundo mais uma vez — agora bem baixinho — até chegar ao ninho quentinho. Uma história de ninar para os menorzinhos, com ritmo repetido, sons macios da árvore velha e a certeza tranquila de que o caminho de volta sempre se encontra.

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Salta um galho, salta dois
Riska e o Caminho de Volta

O sol já estava baixinho, dourado, escorregando entre os galhos da árvore velha. Lá em cima, num ninho quentinho de musgo, morava a esquilinha Riska. Ela girou a última avelã do dia entre as patinhas… pequenina, lisa, brilhante. — Você precisa de um lugar seguro — disse Riska. E lá foi ela, com o rabo felpudo dançando atrás!

Salta um galho! Riska abriu as patinhas e — puf! — pousou macio na casca áspera. Bem ali, balançando devagarinho, estava uma folhinha verde. — Olá, folhinha! — disse Riska. A folhinha tremeu as pontinhas, como quem acena. O ar cheirava a madeira quente e a mel. Que bom começo de viagem.

Salta dois galhos! Um pulinho… e mais um pulinho. Riska subiu para um galho largo, largo, ainda cheio de sol guardado. E então veio ele: o ventinho. Passou pelas orelhinhas dela, bagunçou o pelo do rabo, fez cócegas no bigode. — Olá, ventinho! — riu Riska. E o ventinho soprou de volta.

Salta três galhos! Agora a árvore era só ramos finos… e céu. Muito céu. O azul ia ficando escurinho, como um cobertor macio puxado devagar. E bem lá em cima acendeu-se um pontinho de luz. Uma estrelinha. — Olá, estrelinha! — sussurrou Riska. A estrelinha piscou uma vez. Só para ela.

No fim do galho havia um buraquinho na casca. Redondo, sequinho, escondido atrás de um nó. Era o lugar perfeito — o esconderijo secreto da Riska. Ela chegou pertinho, com a avelã bem apertadinha no peito. O coração dela fazia tuc-tuc-tuc, alegre e pequenininho. Estava quase, quase lá.

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