

Faísca e o Mapa das Pétalas Mágicas
Faísca e a sua amiga Florzela seguem um mapa feito de luz de estrela até um jardim encantado escondido para lá das nuvens.
- 1O Mapa de Luz de Estrela2:26
- 2Florzela Acorda para a Aventura2:34
- 3De Nuvem em Nuvem2:30
- 4As Sombras Tímidas2:25
- 5O Jardim Para Lá das Nuvens2:45
Era uma noite muito quietinha, dessas em que o céu parece um cobertor escuro salpicado de estrelas. Lá no alto, sentadinha na ponta de uma nuvem fofa, estava a pequena Faísca, com os olhos a brilhar como duas luzinhas douradas.
Foi então que ela viu algo entre as dobras macias da nuvem… um pedacinho de papel antigo, enrolado e a brilhar de leve. Faísca aproximou-se, devagarinho, sem fazer barulho nenhum, e esticou as patinhas para o segurar.
Quando o abriu, o papel acendeu-se inteiro — não era tinta comum, oh, não. Era luz de estrela, fininha e prateada, desenhada à mão por alguém há muito, muito tempo. Linhas brilhantes serpenteavam pelo mapa como riozinhos de luar.
No canto do mapa havia um pequeno desenho de um jardim — flores que Faísca nunca tinha visto, com pétalas em forma de coração e folhinhas que pareciam dançar. E uma seta, feita de pontinhos de estrela, apontava para muito, muito além das nuvens.
Faísca sentiu o coração bater mais depressa, como um tamborzinho feliz. Um jardim encantado, escondido lá no fundo do céu… Quem é que poderia ter desenhado um caminho tão bonito só com luz?
Ela passou o dedinho pelas linhas do mapa, e — que surpresa! — onde tocava, a luz acendia-se um bocadinho mais, como se o mapa estivesse contente por ter sido encontrado. Faísca riu-se baixinho, encantada com aquela magia.
Mas uma aventura tão grande, pensou ela, não se faz sozinha. Uma aventura assim pede uma amiga — uma amiga de coração quentinho, que goste de saltar de nuvem em nuvem e de ver coisas bonitas pela primeira vez.
E Faísca conhecia exactamente a amiga certa. Ela enrolou o mapa com todo o cuidado, segurou-o juntinho ao peito, e olhou para a nuvem do lado, onde uma luzinha cor-de-rosa começava a acordar.
Era a Florzela. A doce Florzela, que deixava sempre um rastinho de pétalas por onde passava. Faísca respirou fundo, deu um saltinho pequenino na direcção da amiga… e a aventura estava prestes a começar.
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