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Um passeio na Lua · Episódio 1 de 4

Porque é que as pegadas ficam tanto tempo na Lua?

Descobre como os astronautas deixaram pegadas no pó cinzento e macio da Lua, e porque é que nem vento nem chuva as vêm apagar.

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Texto do episódio

Porque é que as pegadas ficam tanto tempo na Lua?

Já alguma vez carregaste com o pé descalço na areia macia? Sente como ele se afunda um bocadinho. Quando levantas o pé, fica lá uma pegada. Até consegues ver cada dedinho.

Lá longe, no céu da noite, a Lua também tem pegadas. Estão lá há muito, muito tempo. Porque é que as pegadas ficam tanto tempo na Lua?

Há muito tempo, uns astronautas voaram até à Lua e andaram por lá. Levavam botas grandes e grossas para proteger os pés. Passo a passo, caminharam pelo chão cinzento.

A Lua está coberta de um pó cinzento e macio, fininho como farinha. A cada passo, os astronautas carregavam com a bota nesse pó. Cada passo deixava uma pegada bem nítida.

Aqui na Terra, as pegadas na areia duram pouco. O vento é ar que se mexe, e empurra a areia para dentro das covinhas. A chuva também as alisa. Depressa a areia fica outra vez lisa e plana.

Mas a Lua não tem ar nenhum. A Lua é um sítio sem ar, o que quer dizer que não tem ar à sua volta. Sem ar nenhum, o que achas que acontece ao vento lá?

Na Lua não há vento, nem sequer uma brisa pequenina. Um sítio sem ar também não tem nuvens de chuva. Nunca lá cai uma única gota. A Lua fica parada e calada, dia após dia.

Por isso, nada vem apagar as pegadas. O pó fica mesmo onde está. Cada pegada guarda a sua forma, tal como o astronauta a deixou, durante muito tempo.

Vamos lembrar a nossa palavra: sem ar. A Lua é um sítio sem ar, por isso nem vento nem chuva apagam as pegadas.

Bons sonhos, pequenino, com pegadas cinzentas a descansar na Lua sossegada.

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