

Glimo Dança no Escuro
Um vaga-lume travesso desenha no ar com sua luzinha e faz um cobertor de luz para todo o jardim dormir.
- 1A primeira luzinha2:54
- 2Um presente para cada amigo2:59
- 3O cobertor de luz3:06
A noite chegou devagarinho, como um lençol azul puxado por cima do jardim. O último raio de sol sumiu atrás do pé de manga. As folhas pararam de balançar e ficaram quietas, quietinhas. E lá embaixo, no capim alto e molhado de orvalho, uma luzinha piscou… apagou… e piscou de novo.
Era o Glimo. Um vaga-lume pequenininho, do tamanho de um grão de arroz, com uma lanterninha amarela na pontinha da barriga. Ele esticou uma asinha. Depois a outra. Sacudiu o orvalho das costas — plim, plim — e as gotinhas caíram no capim como uma chuva bem miúda.
— Boa noite, escuro! — disse o Glimo, dando uma voltinha no ar. — Hoje a noite inteira é a minha folha de papel! Vou desenhar um presente para cada amigo do jardim. E cada desenho vai ficar brilhando um tiquinho… só um tiquinho… antes de sumir no ar.
Foi então que ele viu a flor. Uma flor branca do campo, de cabecinha baixa, cansada de um dia inteiro de sol. As pétalas estavam fechadas como duas mãozinhas juntas. O Glimo chegou pertinho, bem devagar. Sentiu o cheiro dela — um cheirinho doce, meio de mel, meio de chuva.
E aí ele começou. Subiu no ar, fez uma curva para a esquerda… desceu… e fez outra curva para a direita. As duas curvas se encontraram lá embaixo, numa pontinha. Um coração! Um coração de luz amarela, quentinho, flutuando no escuro bem na frente da flor adormecida.
O coração ficou aceso um tiquinho. Depois começou a se desmanchar pelas beiradas, devagarzinho, como fumacinha de luz subindo para o céu. A flor levantou a cabecinha branca. Abriu uma pétala. Só uma, bem pouquinho. Era o jeito dela de dizer obrigada sem fazer barulho nenhum.
O Glimo deu uma cambalhota no ar, todo contente. A lanterninha dele piscou três vezes seguidas, de alegria. Ele olhou para o jardim escuro, cheio de amigos escondidos, e pensou uma coisa muito boa: ainda faltavam tantos desenhos para fazer… e a noite estava só começando.
Histoires similaires
Contes similaires
Des contes tout doux dans la même ambiance — amitié, nuit étoilée et douces voix de la forêt.



Commentaires
Commentaires
Connectez-vous pour laisser un avis
Seuls les utilisateurs inscrits peuvent écrire des commentaires — cela nous permet de maintenir une atmosphère chaleureuse et sécurisée.