Pirilim e a Lanterna do Fim do Mundo
Listo para escuchar· Capítulo 1 de 5
Pirilim e a Lanterna do Fim do Mundo
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Capítulos
  • 1O sussurro da lanterna3:35
  • 2A floresta dos cogumelos luminosos4:05
  • 3As folhas de vitória-régia3:49
  • 4O rio de estrelas cadentes3:42
  • 5A lanterna do fim do mundo3:57
Texto sincronizado

Texto del cuento

O sussurro da lanterna
Pirilim e a Lanterna do Fim do Mundo

Numa noite muito quietinha, quando o céu já tinha vestido o seu manto escuro e as primeiras estrelas piscavam tímidas lá no alto, um pequeno vaga-lume chamado Pirilim estava sentado na ponta de uma folha. Ele balançava de leve com o vento morno, olhando para o horizonte, onde a noite parecia não ter fim.

Pirilim acendia e apagava a sua luzinha, devagar, como quem respira. Era uma luz pequena, dourada e calorosa — mas naquela noite ela parecia tremer um pouquinho, como se quisesse perguntar alguma coisa ao mundo. O que haveria lá longe, bem longe, onde a terra encontrava o céu?

Foi então que o vento trouxe um sussurro… um sussurro suave que viajava de folha em folha, de galho em galho. As corujas contavam, e os grilos repetiam, sobre uma lanterna mágica perdida no fim do mundo. Diziam que, quando acesa, ela mostrava o sonho mais bonito de cada criança que dormia na Terra.

O coraçãozinho de Pirilim deu um pulinho de alegria. Uma lanterna que guardava sonhos! Ele imaginou crianças do mundo inteiro, deitadinhas em suas camas, sorrindo no sono — e quis muito, muito, ver com seus próprios olhos aquela luz tão especial.

Mas o fim do mundo era longe… tão longe que ninguém ali jamais tinha ido. Pirilim olhou para os seus amiguinhos da clareira, que já bocejavam e se aconchegavam para dormir. Ele sentiu um friozinho na barriga — aquele friozinho de quando vamos fazer algo grande pela primeira vez.

Mas Pirilim era pequeno só por fora. Por dentro, ele tinha um coração cheio de coragem e de luz. Respirou fundo, fez sua luzinha brilhar bem forte, e sussurrou para si mesmo… "Eu vou encontrar essa lanterna. Eu vou ver o sonho mais bonito do mundo."

E assim, sem fazer barulho para não acordar ninguém, ele abriu suas asinhas delicadas. Elas brilhavam como dois pedacinhos de luar. Pirilim deu adeus à sua folhinha, ao seu cantinho, à clareira adormecida — e levantou voo rumo ao horizonte.

A noite o recebeu como um abraço macio e escuro. Lá embaixo, os campos dormiam, os rios cochilavam, e tudo era silêncio e estrela. Pirilim voava devagar, deixando um rastro dourado no ar, como uma minúscula estrela cadente que decidiu fazer uma viagem.

À frente, bem distante, ele avistou um brilho diferente — não era o brilho das estrelas, nem o da lua. Era um brilho verdinho, suave, que vinha de dentro de uma floresta misteriosa. O coração de Pirilim acelerou. A aventura tinha mesmo começado.

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