

Delfo Leva um Amigo a Passear
O golfinho Delfo convida um amiguinho pequenininho para um passeio devagarinho por cima das ondas mansas, na noite de luar.
- 1O convite da lua3:06
- 2O caminho de prata3:11
- 3A maré que embala3:04
A lua acendeu devagarinho, redonda e amarela, bem em cima do mar. Delfo, o golfinho, subiu à tona e soprou um jatinho de água — pss! Na beirada da pedra, um amiguinho bem pequenininho esperava, com os pezinhos na espuma morna. «Boa noite!», disse Delfo. «Chegou a hora do nosso passeio da noite.»
«Sobe nas minhas costas», convidou Delfo, «vamos devagar, bem devagarinho.» O amiguinho deu um passinho, depois outro… e escorregou para o lombo liso e morninho do golfinho. Cabia ali certinho, como uma concha dentro da mão fechada. «Segura firme», riu Delfo, «mas sem apertar!»
Delfo balançou o rabo uma vez só. O mar abriu um caminho de espuma branquinha e os dois saíram deslizando. Não era rápido — era um embalo. Sobe… desce… sobe… desce. As ondas mansas passavam por baixo como travesseiros macios, um atrás do outro, sem pressa nenhuma, sem barulho nenhum. Só o mar respirando. Nem um respingo fora do lugar.
O vento da noite cheirava a sal e a maresia. Fazia cócegas nas orelhas do amiguinho e depois ia embora, correndo por cima da água. Lá longe, uma gaivota dormia numa boia vermelha, com a cabecinha escondida debaixo da asa. Ninguém queria acordá-la. Delfo passou de mansinho, mansinho, quase sem molhar ninguém. A boia balançava sozinha, tique, taque.
«Tudo bem aí?», perguntou Delfo, virando um olhinho para trás. «Tudo bem!», respondeu o amiguinho. A voz saiu pequenina e alegre, com um risinho escondido no meio. O golfinho gostou tanto que deu um pulinho curto — só um — para ouvir aquele riso outra vez. E ouviu. Um riso pequenininho, do tamanho de uma bolha.
A água foi ficando mais escura e mais funda. Lá embaixo, as algas se mexiam como cabelos compridos, para lá e para cá, para lá e para cá. Uma estrela-do-mar cor de laranja descansava numa pedra lisa, quietinha. O mundo inteiro parecia estar arrumando a cama para dormir. E o passeio nem tinha chegado ao meio. Delfo sabia o caminho de cor, de tanto fazer.
Historias similares
Cuentos similares
Cuentos tranquilos con la misma atmósfera — sobre amistad, la oscuridad y las suaves voces del bosque nocturno.



Comentarios
Comentarios
Inicia sesión para dejar una reseña
Solo los usuarios registrados pueden escribir comentarios — así mantenemos aquí un ambiente cálido y seguro.