Plenya Acende Uma Luzinha
Pronta para ouvir· Capítulo 1 de 2
Plenya Acende Uma Luzinha
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Pronta para ouvir
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Capítulos
  • 1O escuro ficou grande2:35
  • 2Pisc, pisc, pisc2:40

Sobre esta história

Uma história de ninar bem calminha para os menorzinhos. O jardim ficou escuro e alguém pequenininho está com medo. A vaga-lume Plenya chega devagarinho e acende sua luzinha dourada perto da pedra, perto da flor, perto da poça de água. Pisc, pisc, pisc. A cada luzinha o medo encolhe mais um bocadinho, até virar só uma sombra fofa que também quer dormir. Repetição suave, magia bem simples e um final quentinho: uma luzinha pequenina já é o bastante.

Texto sincronizado

Texto da história

O escuro ficou grande
Plenya Acende Uma Luzinha

Quando o sol foi dormir, o jardim ficou escurinho. As folhas viraram sombras… e as sombras ficaram grandes. O vento passou devagar entre as plantas — shhh — e mexeu na terra molhada. Cheirinho de folha, cheirinho de noite. E lá no meio do caminho, bem pequenininho, alguém tremia um bocadinho.

Alguém bem pequenininho estava sentado na pedra fria. Os olhinhos abertos… bem abertos. O escuro parecia enorme. Parecia que ele tinha braços compridos, compridos. — Ai — disse baixinho o pequenininho. — O escuro é grande demais para mim. E o coraçãozinho dele fez tum, tum, tum, depressinha.

Mas então, dentro de uma folha dobrada como uma caminha, alguém se mexeu. Era Plenya. Uma vaga-lume meiga, do tamanho de um grãozinho de arroz. Ela abriu as asinhas… devagar, devagar. Espreguiçou uma perninha, depois a outra. Ouviu o tum, tum, tum lá embaixo, na terra fofa. E entendeu na hora: alguém bem pequenininho estava com medinho do escuro.

Plenya desceu voando bem devagarinho. Não fez barulho — vaga-lume não faz barulho. Ela parou no ar, pertinho do pequenininho, e respirou fundo. Então acendeu sua luzinha dourada. Pisc. E o escuro… ficou um pouquinho menor. Só um pouquinho. Mas dava para ver a pedra outra vez.

O pequenininho piscou os olhos, uma vez, duas vezes. A luzinha era quentinha e cor de mel, como uma gotinha de sol guardada para a noite. — Vem — disse Plenya, baixinho. — Vamos acender o caminho todo, devagarinho. E os dois começaram a andar juntos pela trilha do jardim. Passo… passo… passinho.

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