

Fenn Diz Boa-Noite à Floresta
A raposinha Fenn caminha pela trilha do entardecer para dar boa-noite a cada amigo da floresta — e cada um responde com o seu próprio somzinho.
- 1A trilha do entardecer2:21
- 2O cobertor da Fenn2:59
O sol já estava baixinho entre as árvores. A luz ficou cor de mel, morninha em cima das folhas. Fenn, a raposinha de cauda macia, saiu da toca e espreguiçou as patinhas na terra fofa. O ar cheirava a musgo e a pinheiro molhado. Era a hora preferida dela… a hora de dar boa-noite a todo mundo da floresta.
A primeira parada era o carvalho velho. Ele era tão grande que Fenn precisava deitar a cabecinha para trás só para ver o topo. A casca era enrugada, cheia de sulquinhos, e ainda estava quente do sol do dia. Fenn encostou o focinho ali e sussurrou: — Boa-noite, carvalho velho. Dorme bem.
E o carvalho respondeu do jeito dele. Não com palavras — com um somzinho. Lá em cima, as folhas fizeram xxxsh… xxxsh… como um cobertor puxado bem devagar. Um galho balançou uma vez, só uma, como quem acena de longe. Fenn abanou a cauda e seguiu trilha adentro, sem pressa nenhuma.
Mais adiante, entre as pedras redondas, morava o riacho soninhento. A água ia devagarinho, tropeçando nas pedrinhas, sem pressa nenhuma. Fenn sentou na margem e molhou a pontinha da pata. Estava fria e boa. — Boa-noite, riacho soninhento — disse ela. — Já pode fechar os olhos.
O riacho respondeu com o seu somzinho: gluglu… gluglu… cada vez mais lento, cada vez mais macio. Uma folhinha amarela passou boiando, como um barquinho a caminho da cama. Fenn ficou ouvindo até o seu próprio coração bater devagarinho também. Depois se levantou, com as patinhas quentes.
Histórias parecidas
Contos parecidos
Contos tranquilos com a mesma atmosfera — sobre amizade, a escuridão e as vozes gentis da floresta noturna.



Comentários
Comentários
Entre para deixar uma avaliação
Somente usuários cadastrados podem escrever comentários — assim mantemos um ambiente caloroso e seguro.