Astrel Pisca Boa-Noite
Pronta para ouvir· Capítulo 1 de 2
Astrel Pisca Boa-Noite
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Pronta para ouvir
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Capítulos
  • 1A estrelinha acende a luzinha2:37
  • 2Só uma janelinha2:45

Sobre esta história

Lá no alto, a estrelinha Astrel pisca boa-noite para cada janelinha acesa da cidade, e a lua Velmo responde com um sorriso prateado bem devagar. Pisca a Astrel, sorri o Velmo. Pisca de novo, sorri de novo. Uma a uma as janelas vão-se apagando, e os dois amiguinhos do céu continuam a brincadeira mais quietinha do mundo, até sobrar só uma janelinha acesa — a tua. Então o Velmo puxa uma nuvem macia como um cobertor, cobre o céu canto por canto, e a noite inteira fica quietinha. Uma história muito suave para os mais pequeninos, feita para ser ouvida já de olhos a fechar.

Texto sincronizado

Texto da história

A estrelinha acende a luzinha
Astrel Pisca Boa-Noite

Lá no alto, bem no meio do céu escuro, mora uma estrelinha. O nome dela é Astrel. Ela é pequenina… mais pequenina do que a ponta do teu dedo. Quando a noite chega devagar, a Astrel espreguiça-se na pontinha de uma nuvem. E acende a sua luzinha — pisc… pisc. Uma luz amarela, quentinha, do tamanho de um beijinho.

Lá em baixo, muito pequenina, está a cidade a adormecer. As casas parecem caixinhas de madeira, encostadas umas às outras. E cada casa tem uma janelinha acesa — uma, duas, três… tantas! Vistas de cima, brilham como pirilampos dourados. A Astrel olha para elas com o queixinho pousado na nuvem, e conta devagar.

Então a brincadeira começa. A Astrel fecha os olhinhos… e abre. Pisc. — Boa noite, janelinha amarela — sussurra ela. Pisca outra vez, bem devagar, para a janela do padeiro. Pisc… boa noite. E para a janela redonda do sótão, aquela que parece um botão. Pisc… boa noite. A voz dela é fininha como um fiozinho de luz.

Do outro lado do céu, alguém acorda também. É o Velmo — a lua grande, redonda e prateada. Ele sobe sem pressa nenhuma, como quem não quer acordar ninguém. O Velmo vê a estrelinha a piscar lá ao longe… e sorri. Um sorriso prateado, muito devagar, que espalha uma luz de leite por cima dos telhados molhados.

E assim nasce a brincadeira mais quietinha do mundo. Pisca a Astrel — sorri o Velmo. Pisca outra vez — sorri outra vez. Pisc… sorriso. Pisc… sorriso. Nenhum dos dois fala alto. O vento pára para ouvir, as árvores ficam muito quietas. E, lá em baixo, a primeira janelinha apaga-se devagarinho.

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