O Jardim da Boa-Noite
Klaar om te beluisteren· Hoofdstuk 1 van 5
O Jardim da Boa-Noite
6+18 minpt
Klaar om te beluisteren
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17:37
Hoofdstukken
  • 1A noite perfumada3:27
  • 2O sopro de Florzela3:41
  • 3O tapete de sonhos floridos3:27
  • 4Os pezinhos no carinho3:35
  • 5Uma florzinha debaixo do travesseiro3:27
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Tekst van het verhaaltje

A noite perfumada
O Jardim da Boa-Noite

Era uma noite de verão, dessas bem quentinhas e perfumadas… O céu estava cor de mel escuro, e as estrelas piscavam devagar, devagarinho. No ar pairava o cheiro doce das flores adormecidas — um cheirinho de sono bom.

Lá longe, depois das casas, depois da última lâmpada acesa… havia um jardim. Mas não era um jardim qualquer. Era um jardim secreto, escondidinho atrás de uma sebe de folhas macias — um jardim que só acordava quando a noite chegava.

Durante o dia, ninguém o via. As portinhas ficavam fechadas, quietas, esperando. E todas as flores dormiam, encolhidas em si mesmas, sonhando com a hora certa… a hora em que a lua subiria bem alto no céu.

E então, devagarinho, a lua começou a nascer. Primeiro só uma fatia prateada, depois um pouquinho mais… até virar uma bola redonda e mansa, brilhando lá no alto. E foi nesse instante que o jardim secreto sentiu que era hora de acordar.

Com um suspiro bem baixinho, as portinhas do jardim se abriram. As flores esticaram suas pétalas, uma a uma, como quem espreguiça depois de uma soneca gostosa. E uma luz suave, prateada, escorreu por entre os caminhos de terra fofa.

Tudo estava tão quieto ali… Só se ouvia o sussurro do vento entre as folhas, e o canto distante de um grilo cansado. O jardim parecia respirar devagar, como um bebê dormindo — tão tranquilo, tão sereno.

Foi quando uma luzinha pequenina apareceu, voando baixinho entre as roseiras. Era uma luz quentinha, dourada, que ia e vinha, ia e vinha… Como uma estrelinha que tivesse descido do céu só para passear no jardim.

Aquela luzinha tinha um nome. Chamava-se Brilhozinho. Era um vaga-lume miudinho, de coração grande, que adorava iluminar as coisas escuras para que ninguém tivesse medo… nem as flores, nem os pingos de orvalho, nem você.

Brilhozinho voou devagar por cima das pétalas, acendendo e apagando sua luzinha. "Boa noite, jardim", sussurrou ele, bem baixinho. "Que bom que você acordou… eu vim brincar de iluminar os sonhos."

As flores balançaram de leve, como quem responde com carinho. E o jardim ficou um tiquinho mais aconchegante, mais dourado, mais quente. Era como se a noite inteira tivesse ganhado uma vela acesa só para ela.

Mas Brilhozinho sentiu que faltava alguém… Ele parou no ar, sua luzinha tremeluzindo, e olhou ao redor. "Onde será que ela está?", pensou. "Sem ela, o jardim não fica completinho de verdade."

Foi então que, do canteiro mais fundo, mais escondido… uma flor diferente começou a se abrir. Suas pétalas eram cor-de-rosa e prata, brilhando suavemente ao luar. E dela saiu um sopro doce, perfumado, que fez Brilhozinho sorrir de alegria.

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