A Grande Viagem das Luzes
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A Grande Viagem das Luzes
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Kapitel
  • 1O Convite de Brilhozinho4:08
  • 2As Nuvens de Algodão3:45
  • 3Os Arco-Íris Adormecidos3:45
  • 4Os Caminhos Secretos das Estrelas3:56
  • 5O Rastro Dourado para Casa4:00
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Märchentext

O Convite de Brilhozinho
A Grande Viagem das Luzes

A noite chegava devagarinho, como uma manta macia que alguém estendia sobre o mundo inteiro. As luzes das casas iam-se apagando, uma a uma, e o céu enchia-se de pequeninas estrelas que piscavam, curiosas, lá no alto. Era nessa hora mansa, entre o dia e o sonho, que começava a nossa história.

Bem no cantinho mais aconchegante do céu, vivia uma luzinha chamada Brilhozinho. Brilhozinho era pequenino, redondo e dourado, e brilhava com uma alegria tão quentinha que parecia um abraço. Quando Brilhozinho acordava, todas as estrelas à volta sorriam um pouquinho mais.

Naquela noite, Brilhozinho sentia uma cócega de aventura no seu coraçãozinho de luz. Olhou para baixo, para as janelas das crianças, e depois olhou para o lado… onde dormia o seu melhor amigo. O seu nome era Lumiluz, e era a luz mais gentil de todo o céu noturno.

Lumiluz era suave como o luar e tinha um brilho prateado que tremeluzia devagar, devagarinho. Quando Lumiluz respirava, pequenas faíscas de prata flutuavam à sua volta, como sementinhas de sonho. Estava quase, quase a adormecer, enroladinho numa nuvem fofa.

Brilhozinho aproximou-se na ponta dos seus raiozinhos de luz e sussurrou bem baixinho ao ouvido do amigo. Disse-lhe que tinha sonhado com uma grande viagem… uma viagem pelo céu inteiro, passando por lugares secretos que poucas luzes conheciam. «Anda comigo, Lumiluz!», pediu Brilhozinho, tremeluzindo de entusiasmo.

Lumiluz abriu o seu brilho devagar, como quem abre os olhos depois de um soninho gostoso. Olhou para Brilhozinho e sentiu logo aquela alegria contagiante. Lumiluz não sabia ainda para onde iriam, mas sabia uma coisa muito importante: com um amigo como Brilhozinho ao lado, qualquer caminho seria seguro e cheio de maravilhas.

E foi assim que, naquela noite tão calma, Brilhozinho e Lumiluz decidiram partir. Deram-se as mãozinhas de luz, uma dourada e outra prateada, e juntas fizeram uma cor nova e linda, quentinha como mel ao sol. O céu inteiro pareceu prender a respiração, à espera da grande aventura que ia começar.

Antes de partir, Brilhozinho ensinou a Lumiluz o segredo mais importante da viagem. Em cada lugar por onde passassem, deviam deixar um rastrinho de luz dourada — um fiozinho brilhante que ficaria a flutuar no céu. Assim, qualquer criança que olhasse pela janela veria aquele brilho e saberia, no seu coraçãozinho, que a noite é amiga.

Lumiluz achou aquela ideia a mais bonita do mundo inteiro. Deu uma pequena cambalhota de prata no ar, rindo baixinho, e o seu riso soou como sininhos muito, muito doces. «Então vamos, Brilhozinho! Vamos deixar luz por todo o lado!» E, com um suspiro de felicidade, os dois amigos elevaram-se rumo às nuvens.

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